Novidades?
Home / Blog / Pedagogia / O PAPEL DO SUPERVISOR ESCOLAR

- O PAPEL DO SUPERVISOR ESCOLAR

O PAPEL DO SUPERVISOR ESCOLAR

Nos últimos 10 anos, a educação brasileira enfrentou inúmeras transformações em decorrência da nova perspectiva educacional de profissionais e estudiosos da área, onde as políticas pedagógicas foram responsáveis por oferecer novos objetivos direcionados à necessidade da tecnização do ambiente pedagógico, sendo imprescindível melhorar os fatores internos que compõem uma instituição escolar. Com isso, o movimento escolar passou a se preocupar com a organização e administração do sistema educacional, visando melhorar a qualidade do ensino através de novas estratégias didáticas.

Neste sentido, a supervisão escolar surgiu a partir da necessidade em assegurar aos indivíduos a formação humana de acordo com os objetivos pedagógicos, auxiliando principalmente no controle do processo de ensino-aprendizagem, na fiscalização das estratégias didáticas e no desempenho dos alunos por meio da interdisciplinaridade.

Segundo Medina (1997) foi na década de 70 que o termo (supervisor escolar) surgiu. Isto ocorreu através da intitulação da Lei nº 5.692/71, responsável por fortalecer as propostas de acompanhamento e orientação dos sistemas escolares brasileiros juntamente com as instituições de ensino, visando assim, melhorar a administração escolar e os projetos pedagógicos. Nesta época, o supervisor escolar já desenvolvia suas funções superficialmente, porém a comunidade educacional ainda não reconhecia suas funções políticas e sociais, identificando os verdadeiros benefícios de sua profissão no ambiente escolar.

Cabe enfatizar que, historicamente, existiram muitos questionamentos referentes ao papel do supervisor escolar na escola, uma vez que os entendimentos pedagógicos não apresentavam informações relevantes entre os aspectos teóricos e práticos educacionais. Em relação a este fato, Saviani relata que

Cada instituição escolar possui inúmeros elementos e sujeitos que constituem sua história, formando assim suas propostas pedagógicas através de projetos educativos. Esses projetos, muitas vezes, são constituídos pela figura do Supervisor Escolar, responsável por organizar, orientar e assessorar os professores durante o processo de planejamento das estratégias didáticas a serem praticadas no ambiente em sala de aula, a fim de garantir melhores oportunidades de aprendizado para os alunos.

Com isso, o processo de ensino aprendizagem é efetivado de modo produtivo, uma vez que toda a equipe pedagógica estará apta a exercerem suas funções, visando o atendimento das necessidades educacionais dos estudantes. Assim, entende-se que o supervisor atua no sentido de aumentar o nível de qualidade do fazer pedagógico.

De acordo com Júnior (1997) os aspectos sociais, econômicos e políticos conseguiram influenciar as atividades exercidas pelo supervisor escolar durante toda a evolução educacional no Brasil. O autor revela que apesar da supervisão escolar ser reconhecida pela LDB em 1971, as verdadeiras tarefas do profissional da área só foram identificadas nas últimas décadas, onde as novas conquistas no âmbito educacional permitiram que os supervisores e toda a equipe docente refletissem sobre o papel social e político do profissional de supervisão, compreendendo que um dos objetivos mais importantes do mesmo é exercer a supervisão de maneira prática, assegurando que o processo de ensino aprendizagem seja praticado a partir de competências técnicas, politicas, teóricas e humanas.
Por sua vez, Rangel (1997) afirma que a prática educativa deve ser assegurada pela supervisão educacional, mantendo o comprometimento em desenvolver suas funções objetivando melhorar a qualidade do ensino como um todo e consequentemente da formação humana. A função do supervisor não é apenas contribuir com o processo de ensino aprendizagem, mas de servir como articulador e incentivador da aquisição do conhecimento propriamente dito, tornando suas funções cada vez mais humanizadas, auxiliando nas transformações que os indivíduos enfrentam durante os períodos escolares.

SUPERVISOR NA ESCOLA



Dessa maneira, (o supervisor constitui-se em um agente de mudanças, facilitador e mediador, oportunizando uma relação de harmonia entre os interlocutores da instituição. Sua prática não deve está dissociada da teoria e nem a teoria da prática) (FURTADO, 2010).

Através dos conhecimentos analisados acima, de maneira geral, é possível afirmar que dentre as atribuições mais importantes do supervisor escolar, estão:

- Organizar e coordenar as atividades pedagógicas de maneira coletiva, disponibilizando a assistência necessária para que os professores possam utilizar metodologias e instrumentos didáticos consistentes em sala de aula, visando o enriquecimento da prática pedagógica;
- Orientar a equipe pedagógica em relação ao planejamento e a disseminação dos conteúdos pedagógicos, sugerindo novas ações que possam aperfeiçoar as propostas educacionais;
- Monitorar o desenvolvimento de novos projetos e propostas educacionais, a fim de garantir que o docente atue de maneira efetiva em diferentes situações de aprendizagem.

Outros Assuntos
DIREITO DE ALIMENTOS NO NOVO CODIGO CIVIL
157

Direito - DIREITO DE ALIMENTOS NO NOVO CODIGO CIVIL

Direito - Os alimentos existem por princípio legal de solidariedade, em razão do parentesco direto entre alimentante e alimentário.

ACIDENTES DE TRABALHO ENVOLVENDO A EQUIPE DE ENFERMAGEM
156

Enfermagem - ACIDENTES DE TRABALHO ENVOLVENDO A EQUIPE DE ENFERMAGEM

Enfermagem - A evolução tecnológica tem aprimorado as relações do homem com as características do trabalho em diversos segmentos produtivos

A IMPORTÂNCIA DO USO DOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL PELA EQUIPE DE ENFERMAGEM PARA A PREVENÇÃO DE INFECÇÃO HOSPITALAR
239280

Enfermagem - A IMPORTÂNCIA DO USO DOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL PELA EQUIPE DE ENFERMAGEM PARA A PREVENÇÃO DE INFECÇÃO HOSPITALAR

Enfermagem - Entre os riscos ocupacionais de Enfermagem se encontram os acidentes de trabalho, a contaminação do ambiente, a contaminação por contato direto, além de riscos causados por fatores químicos, físicos, biológicos, e ergonômicos

A DEFICIÊNCIA AUDITIVA E O DIREITO DE ACESSIBILIDADE
303

Direito - A DEFICIÊNCIA AUDITIVA E O DIREITO DE ACESSIBILIDADE

Direito - Constituição prevê às pessoas com deficiência auditiva, assim como às demais pessoas com deficiência, direitos fundamentais e a garantia da saúde, do bem estar, da integração social.