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- HUMANIZAÇÃO DA ENFERMAGEM EM UNIDADE DE TERAPIA CIENTIFICA - UTI

HUMANIZAÇÃO DA ENFERMAGEM EM UNIDADE DE TERAPIA CIENTIFICA - UTI

A assistência humanizada na UTI é sem dúvida uma tarefa difícil, pois, demanda atitudes individuais contra todo um sistema tecnológico. A rotina diária e complexa que envolve o ambiente da unidade de terapia intensiva (UTI) faz com que a equipe deixe de exercer atitudes humanizadas.

Humanizar o tratamento dispensado aos pacientes nas UTIs significa agregar, ao conhecimento técnico-científico adquirido ao longo dos anos, a responsabilidade, sensibilidade, ética e principalmente a solidariedade que devem ser dispensadas ao paciente que ali se encontra, bem como toda a sua família, com o objetivo de haver a interação para com a equipe.

No entanto, ainda existe uma grande resistência em se implantar a assistência humanizada na UTI, pois a equipe de enfermagem ainda não consegue ver o familiar com um importante elemento de ajuda do processo de recuperação do paciente em estado crítico.

Somente na década de 80, é que a humanização do atendimento nas UTIs passou a se tornar conhecido. Os profissionais que atuavam nas UTIs começaram uma reflexão profunda acerca do assunto, uma vez que a imagem passada pela UTI como sendo de um lugar isolado e angustia, não deixava de ser, parcialmente, uma realidade. A humanização tem como princípio primordial o bem-estar do paciente, implantando a filosofia de “cuidar do outro da mesma forma que você gostaria de ser cuidado”.

Com o passar dos anos, a enfermagem vem aumentando de forma expressiva o seu interesse na busca por evidencias cientificas objetivando a resolução dos problemas relacionados a prática assistencial, bem como os ligados a outras áreas da saúde. Não obstante nem sempre a resposta é encontrada em bibliografias que tratam do assunto, pois, pois o indivíduo que se encontra em um ambiente hospitalar, não necessita apenas de cuidados técnico, mas acima de tudo de que lhe seja dispensado uma palavra de conforto, um carinho, um touque, ou simplesmente um sorriso terno que possa transmiti-lo segurança e esperança.

A profissão de enfermagem foi desenvolvida através dos séculos, possuindo uma relação estreita com a história da civilização. Diante disso, pode-se afirmar que tal profissão é de grande importância para a promoção do bem estar do ser humano, o papel do profissional da enfermagem é atuar sempre na promoção da saúde, na prevenção de enfermidades e no transcurso de doenças. (PINTO, 2008)

Segundo nos ensina Amorim e Silverio (2003) a UTI é recomendada para pacientes que necessitam de assistência médica e de enfermidade contínua, além de equipamentos e recursos especializados.

Não podemos ver a humanização como sendo uma técnica, uma arte ou até mesmo um artifício, humanizar é um processo vivencial que permeia toda a atividade pessoal de ambiente e da equipe que atuam na UTI, fornecendo ao paciente o cuidado que o paciente merece.

Humanizar é individualizar a assistência frente às necessidades de cada individuo. Não é somente uma questão de mudanças das instalações físicas, mas uma mudança radical de comportamento e atitudes com o paciente e também seus familiares. Todos os profissionais que lidam com os pacientes internados na UTI são diretamente responsáveis pela humanização.

O conceito de humanização pode ser visto com a busca do conforto físico, psíquico e espiritual tanto do paciente, familiares e equipe. No ambiente da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) o paciente sofre severa alteração em sua alto-imagem dificultando a sua recuperação. O paciente sofre privações sensórias, barreiras para sua comunicação verbal e barreiras corpóreas para tocar o seu próprio corpo, afastando-o do contato diário de seus familiares.

O objetivo de se humanizar uma UTI é o fato de ser necessário fazer com que o cliente confie na sua recuperação, a comunicação entre o enfermeiro e o paciente é de fundamental importância uma vez que esta é decisiva na qualidade da assistência prestada.

O Ministério da Saúde (2000) afirma que o grande número de iniciativas de humanização em andamento nos hospitais, das mais simples às mais criativas e complexas, demonstra que há necessidade de mudança na forma de gerir a relação entre usuário e profissional de saúde, a qual vem sendo amplamente reconhecida. Comenta também que no campo das relações humanas que caracterizam qualquer atendimento à saúde, é fundamental agregar à eficiência técnica e científica uma ética que considere e respeite a singularidade das necessidades do usuário e do profissional.




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