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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM HEMODIÁLISE

Mais de um século e meio, é o que separada a atualidade hospitalar de hoje com o diagnóstico de insalubridade no atendimento médico e dos hospitais, não só no campo de guerra, da enfermeira Florence Nightingale.

Temos grande amplitude do problema de infecção hospitalar no Brasil. Que é considerado grave, mas mesmo com esse resultado ele consta com um grande número de atendimentos, quando em torno de oitocentas mil pessoas são infectadas em hospitais brasileiros por ano, e cerca de vinte por cento morrem (OMS, 2008).

Esta situação piora se considerarmos que no Brasil o índice de tolerância gira em torno de seis por cento, o que significa três vezes o percentual de tolerância da Organização Mundial de Saúde (OMS, 2008) que é de dois por cento.

O efeito bola de neve começa quando a precária situação dos hospitais brasileiros depara-se com um custo triplicado do paciente com Infecção hospitalar como nos foi relatado em muitos estudos relacionados no contexto de risco.

Nesse estudo descritivo queremos explicitar que com uso inadequado e generalizado de procedimentos invasivos no setor da hemodiálise, nos diagnósticos e terapêuticos piora a situação dos hospitais. Drogas antimicrobianas em pacientes hospitalizados associados aos altos custos que decorrem do diagnóstico, tratamento e dos problemas do índice de tolerância e alto índice de mortalidade por infecção, tem agravado a problemática das infecções hospitalares, e é dever do profissional de saúde, preocupar-se com isso.

O Ministério da Saúde (1983) instaurou um dispositivo legal e publicou a Portaria diante desse quadro e do relaxamento proveniente dos hospitais brasileiros, relacionada às execuções de prevenção e controle de Infecção.

A portaria 196 obriga os Hospitais a criarem Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), com a participação de uma equipe multiprofissional.

Hoje existe em prol do controle de contaminação uma fantástica diversidade de recursos tecnológicos disponíveis na medicina para conclusões diagnósticas ou efetivação de procedimentos terapêuticos. Estes avanços possibilitaram a criação de um vasto número de equipamentos, dispositivos e materiais imprescindíveis para um tratamento seguro e assistência adequada.

Também é amplo e variável o número de processos invasivos em uso, o que explica que continuem sendo alvo primordial de atenção dos profissionais de saúde comprometidos com o controle das infecções hospitalares.

Esses procedimentos invasivos, por conceito são aqueles que provocam o rompimento das barreiras naturais ou adentram em cavidades do organismo e verifica-se que hoje, dificilmente, um paciente hospitalizado não passe por esse tipo de processo, por mais simples que seja.

Por exporem e abrirem as vias de acesso nos tecidos do organismo os tratamentos invasivos são a principal causa de infecção hospitalar, correspondendo aos cuidados de assepsia e antissepsia tomados para o procedimento e o estado geral do paciente (OMS, 2008).

Os procedimentos de invasão desenvolvidos pelos profissionais da Enfermagem que iremos comentar no desenvolver deste trabalho são: o cateterismo vesical de demora, a punção venosa periférica, a sondagem nasogástrica, a traqueostomia e um procedimento bem mais tecnológico, mas não menos sujeito a infecções, a ablação por cateteres.

Entre esses, separamos o cateterismo vesical de demora que é um dos procedimentos invasivos realizados que mais contribui para o aumento de infecções, dependendo da técnica, da duração da cateterização e do sistema de drenagem que foi submetido (Ministério da Saúde, 1983).

Apesar dos riscos presentes, a função dos procedimentos invasivos é fundamental e inquestionável, pois se deve a eles o provimento de informações valiosas, efetivas e até preventivas no caso de intervenções mais traumáticas. Ao mesmo tempo, em muitas situações, principalmente nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) são eles os responsáveis pela possibilidade de manutenção da vida de muitos pacientes em estado crítico, sendo então essenciais para uma terapêutica adequada e segura.

Assim, temos a proposta de analisar a teoria da prática generalizada dos profissionais de Enfermagem das áreas críticas na prevenção e controle das infecções hospitalares, relacionada aos procedimentos invasivos, de acordo com as propostas governamentais e normas institucionais.

Este trabalho também pode sugerir uma visão diferente do tema, como objeto de pesquisa, no caso de acreditar que existam ineficiência e incompetência profissional que poderão estar impedindo a utilização das normas estabelecidas.

Devemos chamar a atenção para as infecções hospitalares, no setor público e privado, no âmbito do ensino da Enfermagem como uma nova configuração de mover e incitar os novos profissionais a debaterem estas atuações de forma estritamente profissional e adequada.

Muitas pessoas bem informadas podem não saber que a assistência de enfermagem é padronizada e exige certo controle, tendo por instrumento metodológico um protocolo que sistematiza os eventos que, em associação a uma cadeia dinâmica e inter-relacionada, abrangem todo o ato de cuidar.

Com composição análoga ao método científico, essa ferramenta, denominada processo de enfermagem, requer a abrangência e domínio de ciências diversas, conferidas e apoiadas na lógica clínica, observando o julgamento diagnóstico adequado à explicação dos problemas, que são as respostas humanas, expostas pelo paciente.

Dessas respostas humanas, são identificados os diagnósticos de enfermagem que advertem a administração do cuidado, especialmente, na decisão do quê fazer para atender à necessidade apresentada. Sendo definida, por alguns dos autores como qualquer tratamento, que é baseado no julgamento clínico e no conhecimento, pelos enfermeiros para melhorar os resultados obtidos pelo paciente.

No entanto, observa-se que no cuidado direto ao paciente hospitalizado, o trabalho de enfermagem tem constantemente, se focado em métodos técnicos emergentes da terapêutica e avaliação médica, como por exemplo, a administração de medicamentos. Percebe-se que a prescrição baseada na ciência específica de enfermagem sequer é ampliada. Consequentemente, é preciso buscar novos caminhos para apresentar a personalidade e identidade do profissional, buscando, até mesmo, sua autonomia no cuidado ao paciente.

Neste contexto, emergem as classificações de enfermagem que, quando aplicadas ao cuidado de enfermagem, mostram instrumentos e metodologia eficazes para apontar soluções e respostas, unificar condutas e garantir resultados efetivos para a consideração das necessidades do cliente.

Confirmando com esta situação, aparece como fator que dificulta a aplicação do processo de enfermagem na prática, a não utilização da linguagem própria e de taxonomias próprias para todas as suas etapas, resultando numa apropriação do modelo e paradigma biomédico.

Portanto, cabe reforçar que as classificações de enfermagem são metodologias (tecnológicas) que favorecem o uso de uma linguagem em particular, padronizada, empregada no processo de julgamento funcional clínico e terapêutico e que motivam e fazem parte da documentação da prática profissional.

O tópico principal deste estudo são descrever, através de revisão bibliográfica, os cuidados e intervenções invasivas a serem realizadas em pacientes críticos. A importância da conduta correta, e quais os procedimentos que devem ser efetuados, a instrumentação básica, e o valor da interferência do enfermeiro.

Essa padronização tem o intuito de facilitar o pronto atendimento e justificá-lo com rapidez, por isso que existem estas regras específicas de intervenção, facilitando a compreensão na hora da tomada de decisões.

A enfermagem, como em qualquer ofício, sempre estruturou princípios éticos, importância e códigos para conduzir sua atuação na área profissional. No primeiro capítulo desta pesquisa mostraremos o quão importante foi a sugestão de coordenação proposta por Florence Nightingale (1820-1910), avaliada como a instituidora da enfermagem contemporânea, em um atendimento quase que na sua totalidade insalubre.

Por volta de 1950, deu-se início ao movimento de organização protocolar de padrões conceituais e teorias de enfermagem. Contendas sobre diferenças entre padrão conceitual e teoria e perguntas sobre a origem e produção dessas teorias (na enfermagem) começa a serem propostas na literatura em meados de 1970.
Este trabalho mostrará a relevância da existência técnica e histórica para os procedimentos invasivos na Enfermagem, e de cuidado contra o risco de infecções hospitalares a partir de pesquisa bibliografia. A centralidade deste estudo são os cuidados e intervenções que devem ser realizadas em pacientes de risco, que foram submetidos ao tratamento de hemodiálise. A enfermagem, como uma ciência médica, sempre estruturou princípios éticos, importância e códigos para conduzir sua atuação na área profissional.

A INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA



Várias são as causas do acometimento renal, e algumas das doenças renais curam sem deixar sequelas; Entretanto, outras determinam comprometimento da função renal e envolvem para insuficiência renal crônica de maneira lenta e progressiva, ou rapidamente.

Independentemente da causa, se os rins deixarem de exercer suas funções acorre a insuficiência renal, caracterizada pelo aumento da ureia no sangue (Azotemia). (FERMI, 1998).

Há dois tipos de insuficiência renal, a aguda e a crônica.

A Insuficiência Renal Aguda (IRA) é a perda aguda da função renal. A síndrome da IRA engloba uma variedade de condições clínicas caracterizadas pela retenção de compostos nitrogenados (ureia, creatinina, etc.) e normalmente ocorre redução do voluma urinário a menos de 400 ml/dia. (FERMI, 1998).

Os exames mostram elevação dos níveis de ureia, creatinina, potássio, diminuição dos níveis de bicarbonato, hemoglobina, hematócrito e redução do ph sanguíneo. O exame de urina mostra cilindros, restos celulares e densidade diminuída. (FERMI, 1998).

O Tratamento depende de etiologia e da gravidade da IRA. Se a causa for desidratação, o paciente deverá ser hidratado. Se a causa for sepse, o paciente deverá receber antibiótico. Se for uma obstrução por tumores, o paciente deverá ser submetido à cirurgia reparadora. Algum tipo de diálise deve ser indicado para corrigir a uremia na tentativa de evitar o êxito letal. O método dialítico de escolha mantém o paciente vivo e dá tempo para a recuperação da sua função renal.

Já a Insuficiência Renal Crônica (IRC) é a perda gradual e irreversível da função renal. No início, quando a função renal apresenta-se modestamente comprometida, o paciente não apresenta sintomas. A ureia plasmática eleva-se, mas ainda pode permanecer dentro dos parâmetros de normalidade. O melhor e mais fiel indicador da função renal é a creatinina plasmática, que sofre pouca influência da ingesta proteica. (FEERMI, 1998).

Atualmente, a insuficiência renal parece uma verdadeira epidemia. Milhares de pacientes recebem terapia renal substitutiva. Na América Latina, a quantidade de pacientes em programa de diálise crônica aproxima-se de 150.000, sendo 60.000 somente no Brasil. (FERMI,1998).

Várias são as causas para esse crescimento assustador. Como a expectativa de vida vem aumentando, a população envelhece o que torna possível o desenvolvimento de doenças crônicas, como diabetes melitus e hipertensão arterial.

O tratamento para substituir a função renal pode ser o conservador, ou incluir métodos dialíticos (diálise peritoneal e hemodiálise) e transplante renal. Cada tratamento tem suas peculiaridades, e a escolha do método dialítico é feita inicialmente por indicação médica; quando possível, o próprio paciente pode optar pelo método de escolha.

A insuficiência renal crônica e o tratamento hemodialítico, provoca uma sucessão de situações para o paciente renal crônico, que compromete o aspecto não só físico, como psicológico, com repercussão pessoais, familiares e sociais.

GORRIE (1992) relata que a educação do paciente renal é um compromisso do enfermeiro, e este deve ter orgulho disso. Diz ainda que os enfermeiros não são treinados para ser professores, por isso está sendo discutido o processo ensino-aprendizagem no currículo de enfermagem em nefrologia.

PHILLIPS et al. (1983) relatam que é essencial a ação educativa com paciente renal crônico, para descobrir maneiras de viver dentro dos seus limites, de forma que não seja contrária ao seu estilo de vida e que consiga conviver com a doença e com o tratamento hemodialítico.

O Enfermeiro é um dos elementos que atuam de modo mais constante e mais próximos dos pacientes. É este profissional, que através da assistência, deve planejar intervenções educativas junto aos pacientes, de acordo com a avaliação que realiza, numa tentativa de ajudá-los a reaprender a viver nessa realidade. Descobrindo quais são as dificuldades que os pacientes encontram para dar continuidade ao tratamento; Quais são as suas dúvidas; Como respondê-las; Suas reações diante do diagnóstico de Doença renal crônica.

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